Filhos escolhendo a própria carreira. E agora?

Será que estão prontos para fazerem a melhor escolha? Não seria melhor escolher uma carreira de futuro promissor, que garanta estabilidade? Que tal medicina, direito ou engenharia? Essas são preocupações e inseguranças de todos os pais. Mas é preciso cuidado para não projetar esses sentimentos nos filhos, porque quando isso acontece: ou eles cedem à pressão ou se rebelam e a escolha pode acabar sendo impulsiva. O que, num futuro próximo, pode acabar resultando numa infelicidade profissional confortável ou em dinheiro jogado fora.

Certa vez uma mãe entrou em contato comigo preocupada com a escolha profissional do filho. Ele queria prestar vestibular para jornalismo e ela não achava que aquela era uma carreira com futuro promissor. Expliquei a maneira como desenvolvo o trabalho com adolescentes pré-universitários e que não existia escolha errada, o sucesso profissional vem de como a pessoa vai conduzir a carreira depois que se formar.

Na verdade, uma coisa que tem que ficar clara na cabeça do adolescente é não apostar numa profissão que ele ou ela já sabe que não vai ser feliz, porque não encontra afinidade com a área.  Contei também a história de um cliente que havia se formado em engenharia, que supostamente sempre foi garantia de um futuro promissor, e que hoje trabalhava com administração financeira de uma maneira muito bem sucedida. A escolha do curso havia sido imposta pelos pais e após se formar ele não conseguia arrumar um emprego. Surgiu a frustração. Foi quando ressignificou a profissão e tomou um rumo que lhe dava mais prazer. Inclusive, nas horas vagas,  presta consultoria para uma empresa de engenharia

Todos os pais querem a felicidade dos filhos. E garantem que sabem o que é melhor para eles, correto? Mas será que na escolha profissional os pais têm o direito de impor uma direção ou é melhor serem parceiros nesse momento tão difícil de escolher uma carreira?

Nesse caso, a mãe optou pela parceria. E o primeiro passo foi encaminhar seu filho para uma orientação de carreira. Ele chegou no escritório feliz, comunicativo e sedento por novas possibilidades. Seguindo as etapas adequadamente, deu pra perceber o entusiasmo pela área de comunicação e era bem alinhado com o seu perfil comportamental e as suas habilidades. Sim, tinha a ver com jornalismo, mas com o mapeamento de outras profissões afins, ele acabou ampliando o horizonte e criou um plano B, caso não passasse na primeira opção profissional. Entender as possibilidades e conversar com profissionais que já estão atuando nas áreas de interesse do cliente é um outro fator importante.

Para se sentir mais livre na tomada decisão é preciso passar por um processo de autoconhecimento de habilidades, mapear áreas possíveis e ampliar o horizonte na perspectiva de encontrar um caminho que aponte para uma realização profissional. Hoje, mais do que antes, as novas gerações estão muito acostumadas a resultados rápidos, mas por um outro lado faz-se necessário passar por uma conscientização de que a carreira é um plano de longo prazo. Por isso a imposição pode ser um risco com um preço muito alto a se pagar lá na frente, ao invés disso os pais precisam assumir um papel mais pedagógico: sendo parceiros e estimulando a autonomia dos seus filhos na hora de escolher qual carreira seguir. Esse é o início da consciência da responsabilidade na vida adulta.

*Cristiano Saback é um entusiasta de pessoas. Consultor de carreira e palestrante há mais de 20 anos. Atende clientes que buscam desenvolvimento profissional. Formado em comunicação, é também  pós-graduado em psicologia analítica, em psicopedagoia e em potenciais da imagem. Além das suas formações em assessment e  em análise comportamental. Apresenta o programa Carreira & Sucesso na Educadora FM, diretor do Instituto Inteligência Interpessoal e dá palestra e treinamentos para pequenas, médias e grande empresas.

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*Os fatos são reais. Os nomes e locais onde ocorreram essa experiência são modificados.