A Inquietação de Todo Residente

Como Escolher a residência médica

Residência Médica

A Inquietação de Todo Residente

A medida que a formação em medicina vai chegando ao fim, os futuros médicos parecem passar por uma nova inquietação: qual residência escolher para seguir a profissão de maneira comprometida e prazerosa? Mas antes disso, você está preparado ou preparada para sair da posição de estudante para vida profissional? Aliás essa é a primeira transição, de muitas, que você terá que lidar na carreira. A base de formação é bem técnica, imprescindível para a prática diária. Mas sabe o que também é imprescindível? Habilidades para as relações interpessoais. Não só com seus pacientes, mas também com a gama de profissionais que você terá que lidar no dia a dia. Cada um com um perfil comportamental e profissional diferente. E aí, você está preparado ou preparada para esse novo desafio?

Essa tomada de decisão nem sempre parece fácil. E mesmo depois de iniciada a residência, pode acabar surgindo a insegurança quanto a estar no caminho certo. E quando aparece os experts de plantão com as suas opiniões só pra confundir mais ainda a sua cabeça? Pois é, vem aquela sensação de que todo mundo parece saber qual o melhor caminho pra você, menos você mesmo. Mas não se assuste! O importante é saber que essa é uma decisão sua. E mesmo que você descubra que não é o caminho com o qual você se identifica, sempre há tempo de mudar a direção. Afinal, a carreira na medicina exige do profissional um constante aperfeiçoamento e complementação técnica, para estar cada vez preparado.

No meu escritório, quando recebo clientes médicos, cada um chega com a sua demanda: falar melhor em público (treinamentos e congressos), desenvolver uma melhor comunicação com os pacientes e as equipes, aprimorar a sua gestão, abrir um negócio de acordo com a sua especialidade, desenvolver a habilidade de liderança, transição de cargo ou de emprego e, claro, a inquietação daqueles que estão na residência querendo ter a certeza de que estão no caminho certo.

Imagine você estar numa residência de nefrologia e descobrir que também tem afinidade com endocrinologia. O que fazer?

E sair da primeira residência e abrir logo um consultório? Esse certamente é um sonho de muitos. O empreendedorismo vem gritando, para ser o seu ou a sua própria chefe.  O tão sonhado “dono” ou “dona” de si.

Na verdade são tantas as possibilidades que realmente o residente se sente pressionado a tomar uma decisão ao analisar oportunidades no mercado. Mas é preciso cautela nesse momento, qualquer tomada de decisão por impulso pode acabar sabotando aquilo que você espera para a sua carreira.

Tenho alguns clientes que optam por abrir rapidamente uma empresa. Mas lembre-se: alguns já têm os meios para viabilizar o empreendimento. Outros preferem mais alguns anos de hospital ou até solidificar o nome no mercado. Já tem aqueles que querem sair da sua região e fazer uma mudança de estado ou de país, seja por iniciativa própria ou por convite.

No final das contas caberá fazer a você essa escolha e o que mais vai lhe intrigar é a tomada de decisão, aquela que lhe mostrará o caminho certo, mas também do que terá que abrir mão, principalmente na vida pessoal.

Trabalhar num hospital ou ter um consultório? Ou os dois? E quanto tempo a mais de residência você tem que fazer? Como conduzir a sua carreira numa especialização técnica que te leve ao sucesso e satisfação profissional?

Mesmo tendo descoberto as repostas para essas pergunta acima, é preciso também ter a consciência das relações interpessoais, afinal você estará lidando com profissionais dos mais variados ramos e com abordagens diferentes da sua. E no que diz respeito aos hospitais e clínicas, cada instituição tem as suas normas e protocolos a serem seguidos. A sua capacidade de adaptação está bem desenvolvida?

Além da capacidade em adaptação, você terá que desenvolver boa comunicação com seus colegas e pacientes. Lembrando que a boa comunicação é o alicerce de confiança nas relações interpessoais no trabalho. E se você pretende liderar uma equipe, terá que aprender sobre gestão, sobre tomada de decisão. Fazendo parte de um time, existem várias outras habilidades que serão necessárias desenvolver, não bastará, apenas, ter uma postura ética. Muitos desafios das relações interpessoais serão apresentados durante a sua carreira e isso é um desafio, porque na faculdade é difícil encontrar um preparação significativa que possa lhe ajudar num posicionamento mais assertivo.

Existem várias nuances que irão além do seu conhecimento técnico. Você pode ser um(a) expert em procedimentos, mas terá que lidar com diferentes perfis de comportamento que nem sempre estão alinhados à sua percepção. Aliás, o que você sabe sobre o seu perfil comportamental/profissional e como você usa ele a seu favor?

Antes de me despedir vou deixar aqui algumas indicações:

01 – A leitura do livro do Dr. Elias Knobel,  que fundou, em1972, a   UTI do hospital Albert Einstein. Vale a pena assistir à sua entrevista no Programa do Jô ( https://www.youtube.com/watch?v=ZF_Q5NDDvWc ), na qual ele conta histórias interessantes nesses anos de profissão. O livro é Crônicas de uma UTI. Sempre indico a leitura desse livro para os meus clientes que trabalham na área de saúde.

02 – Assistir a Grey’s Anatomy. Pode parecer bobo, mas na série, que já dura 17 anos, existem diversas abordagens de comportamento no que diz respeito a boatos, transição de liderança, gestão, tomada de decisão, pressão, ansiedade, stress, sigilo, etc. No que diz respeito às técnicas espero que você continue investindo do estudos (risos). Assista também O Físico (The Physician) que trata do início da medicina e como  um “profissional” em busca de conhecimento investe tempo e estudo, para se aperfeiçoar cada vez mais.

03 – Vou deixar 02 links aqui que tê relação entre si e dizem respeito à autoconfiança. Amy Cuddy, que é PhD em psicólogia comportamental e membro da Harvard Business School, fez uma interessante pesquisa sobre posturas que podem gerar autoconfiança. Ficou bastante conhecida após a sua palestra no TED Talk. Ah! Você também pode ler o seu livro O Poder da Presença.

 

É importante lembrar que eu considero competência tudo aquilo que faz parte da sua formação técnica para você desempenhar bem a sua profissão, e habilidades são partes do seu perfil comportamental que irão lhe auxiliar no dia a dia no cumprimento do seu cargo e funções. Lembre também que as suas escolhas têm que estar alinhadas com os seus valores e com a paixão que você tem pelo que faz.

Depois de ler esse artigo, aqui vai a minha provocação: Qual habilidade você acha que é importante ser desenvolvida que irá potencializar ainda mais a sua competência profissional impactando positivamente na evolução da sua carreira?

Para descobrir um pouco sobre o seu perfil comportamental, acesse o link abaixo:

http://cristianosaback.opusfasys.pdaprofile.com

Cristiano Saback é consultor de carreira, apresenta o programa Carreira & Sucesso (na Educadora FM) e ministra palestras e treinamentos em empresas e instituições pelo Brasil. Graduado em Comunicação (1999), com pós graduações em Potenciais da Imagem (2003), em Psicologia Analítica (2005) e Psicopedagogia(2009). Formações complementares em Coaching (2011), Analista Comportamental (2017) e Comunicação Estratégica (2019).

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